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Maria Morais

Textos sobre Maria Morais

TEXTO PARA LIVRO SOBRE A ESCULTORA MARIA MORAIS

Não sou crítico de arte, mas tenho dificuldade em dizer “não” a um amigo, neste caso a escultora Maria Morais.
Vou-me socorrer, mais uma vez, de uma definição de literatura que aprendi com o meu saudoso professor Jaime Pinto da Silva Mota. Dizia ele – cito de memória – que «Literatura (…)é um conjunto de documentos escritos, (…) em prosa ou em verso, capazes de produzir no leitor uma emoção estética quer pela excelência da ideia quer pela beleza dos elementos formais.»
Socorrendo-me, também, da expressão «Literacia visual» que a minha colega da Livraria – Galeria Municipal Verney, drª Luísa Galvão, gosta de empregar, permito-me aplicar o conceito de literatura escrita à dita visual.
De facto, a obra da escultora Maria Morais provoca-me uma «emoção estética» pela «beleza dos elementos formais». Para mim, ela – tal como outros escultores,  João Cutileiro, Aida Sousa Dias ou Rogério Timóteo – sabe tirar partido da beleza intrínseca de certas pedras, transformando-as em obras de arte.
Essa «emoção estética» vem, também das «excelentes ideias» que tem Maria Morais, nomeadamente, o grupo escultórico que, em boa hora, a Câmara Municipal de Oeiras adquiriu para a Praça do Ultramar, uma bela e significativa homenagem aos soldados do município que se sacrificaram em África. Ou o baixo-relevo por cima da porta do restaurante “Aquarela do Brasil”, em Paço de Arcos. Ou a bonita figura feminina em estátua jacente nos jardins de Oeiras. Ou a série de árvores que estiveram expostas na Verney, estando, actualmente, uma no Palácio Ribamar. Ou as esculturas inspiradas em motivos espirituais. As ideias são várias e diversificadas. Em cada exposição aparecem um ou dois temas que a escultora trabalha com preocupação pedagógica, não tivesse ela sido uma excelente professora.
Embora seja costume dizer que a obra fala por si, parece-me natural a curiosidade do leitor de obras de arte relativamente ao autor, à semelhança do que se passa, frequentemente, na literatura propriamente dita.
Neste caso, existe, em primeiro lugar, um ser de eleição sob o ponto de vista humano que é a Maria Morais e que também foi uma boa professora e continua a ser uma boa artista plástica.
Nem sempre essa aliança existe. Não raro, corremos o risco de desilusão ao conhecer melhor os autores que, afinal, são seres humanos, em parte semelhantes aos outros.
Felizmente para quem trabalha em galerias de arte e/ou em livrarias, existem uns quantos com quem dá prazer trabalhar, ou seja, junta-se o útil ao agradável.
António Alçada Baptista, ao comemorar os seus 25 anos de carreira literária na Verney, disse algo como isto: «eu e o Alexandre O’Neil tínhamos empatia um pelo outro, se calhar porque não dávamos demasiada importância a nós próprios.»
Para além dessa qualidade, Maria Morais tem outras virtudes, nem sempre comuns, como, saber escutar e estar atenta ao próximo, e não revela o defeito vulgar da auto-piedade.
Por tudo isso – que é apenas a ponta do “ice-berg” – a minha muita estima e admiração pela mulher, a cidadã, a amiga, a escultora Maria Morais.
É um privilégio conhecê-la. Bem haja.


07.09.27 / 10.01
Manuel Barão da Cunha
Consultor da CMOeiras
 

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'África, Quatro Ases e uma Dama'. A dama é a Escultora Maria Morais

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